Flávio Morgenstern destrói Kim Kataguiri em texto no Facebook

"Hoje foi decretado o fim da carreira de Kim Kataguiri, assim como a curtíssima carreira de jurista de seu amiguinho que ninguém nunca levou a sério, mas todo mundo tentou "usar" como divulgador liberal, o hilário neo-jurista Rodrigo Constantino."

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Flávio Morgenstern fez um maravilhoso texto mostrando como atua e atuou o Dep. Kim kataguiri em relação a lei que instaura o totalitarismo nas redes sociais no Brasil, lei e compartilhe!

“Sabe por que dizem que vaidade é o pecado preferido do capiroto? Pegue o caso do Kim Kataguiri. Desistiu de representar a direita e estar em consonância com a maioria do povo brasileiro, preocupado com crime, com aula de sexo grupal pra criancinha, com destruição de comportamentos etc para cair no papinho de tipinhos como AB, RC, FR e outras nulidades que só falam em economia, jurando que Alckmin seria melhor do que Bolsonaro.

Quis participar da política. Nada mal, precisávamos ter nomes “de direita”. Até liberais, que seja. Mas não parou de chover aviso: não vire establishment. Sua função é outra: é renovar, é representar o anseio de algo além de mera conversa “não gosto de corrupto” e “tem de privatizar”. O que, convenhamos, só é “grande assunto” até uns 21 anos, no máximo.

Mas logo quis estar com poder. Ao invés de FAZER DIFERENÇA, estava lá, com raivinha do Olavo, tratando cada desafeto do velho como se fosse um Donoso Cortés. Até aquelas coisas tipo Luciano Ayan e Modo Espartano eram leitura obrigatória, só para não admitir que, por baixo de uma zoeira muito mais avançada do que a do MBL que o Olavo fazia (quem lembra que falavam que eram da “zoeira never ends”?), tinha conhecimento brutal.

Aí, achou o máximo ganhar aulinha de Direito de Gilmar Mendes. Poder falar com Janot no telefone. Estar na mainstream media o tempo todo. Quem precisa estudar o que raios forma o Ocidente depois disso? Só precisa falar “democracia” pra lá e pra cá e pronto. Você já vira um ultra-establishment. Caça-níquel mesmo.

Adivinha quem deve ter dito pra ele apoiar essa lei retardada, que praticamente instaura o totalitarismo orwelliano no Brasil? Eu sei, você sabe, todo mundo sabe. E lá foi o estudante de Direito apoiar. Democraticamente, divisão entre poderes e tal.

Tomou uma sova: Kim Kataguiri sabe ler o projeto, mas não faz ideia das consequências imprevistas de uma lei. Ou alguma lei por aí diz “pode roubar”? Não, cria-se audiência de custódia, cria-se uma burocracia hermética que nem operador do Direito entende como gera o caos etc. Kim não entendeu nada disso. Achou mesmo que era só um projeto que pune quem faz denúncia falsa no MP (sic).

Foi alertado. E realertado. E, claro, zoado, como acontece quando você passa vergonha em público e é um político hiper-ambicioso, mas bem aquém em talentos do que seu ímpeto. O cuecão em público foi excelente.

Sabe qual o problema da vaidade? Ela simplifica a vida. Admitir um problema dói pra caramba. Pergunte pra qualquer um na fila de um confessionário. Exige o maior ato de força: dar porradas em seu próprio ego. Se diminuir para se elevar.

Trata-se da defesa daquelas virtudes cristãs muito mais complexas do que “precisamos passar a Reforma da Previdência”.

Kim é capaz de chegar em público e admitir, “gente, agora que entendi a consequência do bagulho, não vou mais apoiar o projeto, obrigado por me avisarem”? Não, ele PRECISA se mostrar acima do povão rés-do-chão, quando está na verdade abaixo. Aí mora a vaidade. E começa a fazer defesas do PL, até defender abertamente um totalitarismo a la Orwell. Ou pior do que Ayn Rand, já que liberal não lê livro além de obviedade econômica.

A vaidade te pega de leve quando te faz um elogiozinho. Mas ela te destrói quando, confrontado com a realidade, você tenta justificar aquele elogiozinho. Hoje foi decretado o fim da carreira de Kim Kataguiri, assim como a curtíssima carreira de jurista de seu amiguinho que ninguém nunca levou a sério, mas todo mundo tentou “usar” como divulgador liberal, o hilário neo-jurista Rodrigo Constantino.

Vanitas vanitatum et omnia vanitas.”

Flávio Morgenstern – Facebook

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